Adaptar-se a novas realidades virou rotina para o camisa 10. Da multidão do AeroFla no Santos Dumont, em 2016, ao Maracanã sem torcida do Fla-Flu de sábado, Diego deixou de ser o responsável por decidir partidas para correr pelos companheiros. Deixou de ser figura polida e comedida para gritar quando necessário. E deixou os questionamentos de outros tempos para ser figura central no Flamengo de Rogério Ceni. O tri consecutivo garantiu o quarto título estadual de uma prateleira rubro-negra que conta ainda com dois Brasileirões, duas supercopas, uma Libertadores e uma Recopa. Qual o mais marcante? Diego deixa para responder essa pergunta lá na frente, quando a estante de troféus pelo Flamengo estiver finalizada: - É especial. Estamos aqui de passagem e é um orgulho, um privilégio vestir essa camisa. O momento de fazer o balanço é quando sairmos e vai estar tudo na prateleira. Aí, sim, vão poder dizer o que foi mais ou menos importante. O flagra da cobrança a Gabriel na descida para o intervalo é passível de muitas interpretações. O que ficou evidente, por sua vez, é o respeito que os companheiros têm pelo capitão. Mesmo o camisa 9, estrela da companhia, até retrucou baixinho, mas aceitou a cobrança do camisa 10. - A equipe tem uma mentalidade muito boa, do mais jovem ao mais experiente. O que procuro fazer é contribuir e servir da melhor forma pela posição que estou. Converso com o Gabi porque é muito importante para equipe, é fundamental, e o que puder passar para ele de positivo é importante. Foi o que aconteceu e saímos com o objetivo. Em entrevista à FlaTV na ocasião dos 300 jogos, Willian Arão falou do exemplo que os jogadores mais experientes do elenco dão no dia a dia. Chegou a citar nominalmente Diego como um cara que se dedica mesmo com a idade avançada, fazendo com que os novatos façam o mesmo. Prestes a completar meia década de Flamengo, Diego é o terceiro jogador há mais tempo no elenco (atrás do próprio Arão e de Renê). Os dez títulos foram conquistados em 224 jogos e com 42 gols marcados. Fonte: G1