“No Brasil não se cassa mandato nem se pune por má gestão. É preciso crime, ou seja, crime pressupõe dolo. Eu, por exemplo, acho que o governo federal conduziu muito mal a pandemia, o enfrentamento da pandemia. Mas não conduziu por desejo de matar. Ele foi incompetente na gestão da pandemia”, disse. O Amazonas passou por momentos críticos durante a pandemia como a crise de oxigênio. Em condições normais, o estado consumia 15 mil metros cúbicos de oxigênio. No início do ano, com o grande número de internações na rede hospitalar, o consumo chegou a 90 mil metros cúbicos. Segundo o deputado, a tragédia amazonense resultou de um conjunto de irresponsabilidades. Apesar de considerar desastrosa a atuação do governo federal durante o enfrentamento da pandemia, o vice-presidente da Câmara afirma que a CPI da Covid não deve ser vista como um tribunal. “O momento, para mim, é menos de encontrar culpados e mais de garantir que todos os brasileiros respirem, que todos os brasileiros tenham um kit intubação, tenham oxigênio, tenham leito de UTI se precisar e, acima de tudo, tenham vacina!”, defendeu o deputado. Marcelo Ramos também comentou sobre o Orçamento 2021, motivo de muita controvérsia no Congresso. A proposta aprovada pelos parlamentares aguarda sanção do presidente Jair Bolsonaro, possivelmente com veto de R$ 10,5 bilhões a emendas parlamentares. “Pós aprovação do orçamento, ficaram alguns problemas porque o relator (Flávia Arruda - PL/DF) optou por incluir duas despesas que não estavam acordadas: R$ 6 bilhões destinados à emenda de senadores e R$ 7,5 bilhões destinados a investimentos do poder executivo. Ou seja, como se fosse uma emenda para o presidente da República. Para tirar essa folga fiscal, o relator anulou despesas obrigatórias”, comentou o deputado Marcelo Ramos.