Cinco navios que trariam mais de 9,3 mil turistas ao estado, em janeiro deste ano, cancelaram os cruzeiros após recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ) ao Ministério da Saúde para a suspensão provisória imediata da temporada de navios de cruzeiro no Brasil. Caso os órgãos de saúde decidam pelo cancelamento dos cruzeiros, o prejuízo ao turismo, no Amazonas, será de no mínimo US$ 602 mil, o equivalente a R$ 3.389.440,60. A orientação da Anvisa, oficializada por meio de Nota Técnica expedida no dia 31 de dezembro, ao Ministério da Saúde , foi baseada no aumento expressivo, nos últimos dias, de casos de Covid-19 a bordo de navios de cruzeiros que operam na costa brasileira. A Empresa Estadual de Turismo do Amazonas ( Amazonastur ) informou que aguarda publicação de nova portaria interministerial com definições quanto à autorização, ou ao cancelamento da temporada de cruzeiros no Amazonas em 2022. Segundo a Amazonastur, a Portaria atual de nº 658 de 5 de outubro de 2021, do governo federal, autoriza apenas o transporte aquaviário de passageiros, brasileiros ou estrangeiros, exclusivamente na costa brasileira, o que não é o caso dos cruzeiros provenientes dos Estados Unidos e Caribe que adentram o estado. “A Amazonastur continua atuando oficialmente junto ao Ministério da Saúde para viabilizar as operações dos seis navios que estão previstos para ancorar no Amazonas a partir de março 2022, conforme dados das operadoras de turismo. Juntos, eles somam um total de 7.301 visitantes (entre passageiros e tripulantes), com a previsão de movimentar US$ 602 mil (R$ 3.389.440,60) no estado (67,48% – em dólar – menor do que a temporada de 2019/2020)”, informou a Amazonastur. Números de contaminações Segundo a Anvisa, desde o dia 1º de novembro, início da temporada de cruzeiros no país, até segunda-feira (3/1), foram confirmados 829 casos de Covid-19 entre tripulantes e passageiros das cinco embarcações que operam no Brasil. Foram identificados 502 casos entre tripulantes, o que segundo a Anvisa, representa 60% dos casos positivos a bordo das embarcações. Por se tratar de viajantes com maior período de permanência nas embarcações, a ocorrência de infecção entre a tripulação agrega maior grau de risco à condição sanitária desses navios. Texto: Priscila Caldas