91% dos brasileiros pretendem se vacinar, mostra pesquisa Datafolha

Apesar do ritmo lento na vacinação contra a Covid-19, no país, que alcançou até o momento somente 12% da população, uma pesquisa do Datafolha, realizada nos dias 11 e 12 de maio, mostra que 91% da população deseja receber as doses dos imunizantes. O número demonstra crescimento à adesão da vacina.

De acordo com a pesquisa, 8% não pretendem se vacinar e 1% preferiu não opinar sobre o assunto.

A pesquisa foi realizada presencialmente com 2.071 pessoas a partir dos 16 anos, em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Já foram imunizados

Desses brasileiros, 25% afirmaram já terem recebido a primeira ou a segunda dose do imunizante contra a Covid-19. Em março, o número dos que apoiavam a vacina e já haviam sido imunizados era de 5%. Esse aumento é impulsionado, principalmente, pelo público de 60 anos ou mais.

Já dois, em cada três (66%) dos entrevistados, ainda não conseguiram se vacinar, mas disseram estar aguardando a sua vez.

O número de quem não pretende tomar a vacina é menor em todos os segmentos avaliados pela pesquisa. No entanto, essa mesma minoria se torna maioria no quesito dos que sempre confiam nas declarações do presidente Jair Bolsonaro.

Preferência por vacina Pfizer

Dos entrevistados, os 82% preferem a vacina produzida pelos Estados Unidos e Alemanha, a Pfizer/BioNTech. O segundo imunizante predileto pelos 75% dos brasileiros é a da AstraZeneca, produzida na Inglaterra e produzida em parceria com a Fiocruz.

Mesmo que tenha sido barrado o uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Sputnik V é a terceira vacina predileta pelos 69% dos entrevistados.

Em quanto lugar, 61% dos brasileiros preferem a vacina CoronaVac, produzida pela farmacêutica Sinovac e pelo Instituto Butantan.

A pesquisa informa, ainda, que os segmentos mais favoráveis a tomar as vacinas da China, Rússia e Inglaterra são aqueles que demonstram maior índice de descontentamento com o presidente Jair Bolsonaro.

 

Fonte:

Com informações da Folha de S. Paulo

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