Cenário no Centro de Manaus começa a mudar com ruas inundadas pela subida das águas dos rios

As ruas do Centro de Manaus já estão alagadas, o fato começou a ser registrado por transeuntes nesta segunda-feira (3), quando o nível do Rio Negro alcançou 29,16 metros e, desde o último domingo (2), a subida das águas já está prejudicando lojistas da rua do Barés, onde os estabelecimentos estão sendo inundados e, consequentemente, afetando também a venda dos comerciantes também.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a previsão é de que neste ano o nível do rio chegue até a 30,35 metros, ultrapassando a cheia histórica de 2012, quando o rio chegou a 29,97 metros.

O comerciante Edenilson Freitas, de 36 anos, proprietário de uma distribuidora de farináceos e grãos, precisa fazer malabarismo para não perder seus produtos durante esse período, que tudo encharca.

Segundo Freitas, que trabalha há 11 anos no mesmo local, disse que as chuvas das últimas semanas, têm provocado alagamentos na rua, e quando os carros passam, mesmo devagar, as águas invadem o estabelecimento.

“Não é assim todos os anos, não, mas este ano já pode ser comparado com o de 2009 e 2012, pois a cada dia, as águas estão mais altas, desde a semana passada, toda vez que chove, ou seja, diariamente, a água sobe a calçada e entra na minha loja. Já estamos providenciando umas grades para a contenção das águas, se não vou perder meu material”.

A reclamação parte de todos os comerciantes do envolto da ‘Feira da Banana’, onde sempre que chove, os estabelecimentos ficam inundados, pois a rua vira ‘piscina’ e a água contaminada também provoca mau cheiro e afasta clientes. Segundo eles, os comerciantes, nada foi feito por nenhum dos órgãos responsáveis.

Em Manaus, ao menos 15 pontos já estão sinalizados e cerca de cinco mil famílias estão sendo monitorados pela Defesa Civil do município. Ao menos três bairros já receberam 600 metros de pontes de madeira. A previsão é chegar a dois quilômetros, conforme a subida do rio.

O bairro Mauazinho, situado na Zona Leste de Manaus, é um dos pontos mais afetados.

 

Fonte: Portal Tucumã

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